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Terça, 02 Maio 2017

No Dia Mundial da Asma, pneumologista do HSI alerta para os cuidados e números da doença

A  asma é um grave problema de saúde pública, com sérias implicações sociais e econômicas. O número de asmáticos tem crescido em alguns países do mundo, especialmente nas crianças, preocupando pneumologistas, governantes e demais interessados no tema. No Brasil, são 20 milhões o número de portadores da doença.

As mortes ocasionadas pela asma acometem muitos jovens saudáveis, sendo estas, em sua esmagadora maioria, completamente evitáveis. Isso acontece porque a asma é uma doença subdiagnosticada, especialmente nos idosos, que atribuem o cansaço e o chiado no peito à idade e o fato de ter fumado quando jovem. Por ser uma doença muito heterogenia em vários aspectos, podendo apresentar-se com uma inflamação crônica, história e exame clínico, sintomatologia, e resposta terapêutica, exige um tratamento personalizado, e acompanhamento periódico. O quadro clínico habitual é falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito, com características recorrentes.

Os principais fatores desencadeantes de uma crise são: 

  • Mudanças climáticas,
  • Gripes e resfriados,
  • Cheiro forte,
  • Fumaça de cigarro,
  • Mofo,
  • Pêlos de animais domésticos,
  • Estresse,
  • entre outros.

Para prevenção é indicado:

  • Evitar fumar na gravidez e pós parto,
  • Amamentação pelo menos durante os seis primeiros meses (que é sempre saudável),
  • Evitar uso e abuso de antibióticos e antiinflamatórios,
  • Atividades físicas regulares,
  • Dieta saudável com muitas frutas e verduras,
  • Vacinação contra gripe,
  • Cultivar o hábito da lavar as mãos, principalmente no inverno.

Os profissionais da área devem educar e orientar seus pacientes e familiares em cada consulta sobre a enfermidade, e devem ter um plano por escrito de como proceder no caso de uma ameaça de crise. É preciso ainda orientar sempre no uso correto dos dispositivos inalatórios, imprescindíveis no tratamento, existindo os de prevenção e as opções de alivio. Os pacientes de rotina devem ser acompanhados a cada 90 dias ou antes, se necessário, para ajustar condutas terapêuticas. A Espirometria, exame de avaliação da função pulmonar, deve ser periodicamente repetido, pois ajuda na confirmação diagnóstica, nível de gravidade, e orientação terapêutica.

Outro assunto de fundamental importância é esclarecer sobre os esteroides no tratamento de prevenção e exacerbação. Eles são insubstituíveis e salvadores quando prescritos e administrados pelo médico, nunca por automedicação.

A automedicação, segundo a ANVISA, é causadora de 20 mil mortes anuais. O Brasil tem a maior incidência do mundo.

 

Lembre-se: A prevenção é sempre o melhor, mais barato e efetivo tratamento!

 

Fonte: Dr. GUILHARDO FONTES RIBEIRO, Pneumologista do HSI