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Pneumologista alerta para graves prejuízos à saúde provocados pelo fumo

Terça, 31 Maio 2016

Pneumologista alerta para graves prejuízos à saúde provocados pelo fumo

"Melhor do que parar de fumar é mesmo nem começar", reforça o especialista.

Dr. Guilhardo Fontes Ribeiro, coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Santa Izabel e diretor acadêmico da Associação Baiana de Medicina, alerta para os prejuízos à saúde, provocados pelo fumo.  No mundo há ainda o alarmante dado de 6 milhões de mortes por ano provocadas ou relacionadas ao fumo, sendo que 10% delas são os chamados fumantes passivos. “O fumo já é relacionado a 50 tipos de enfermidades e seus malefícios extrapolam os próprios fumantes, provocando alterações genéticas que atingem até a sua terceira geração, o que significa que provoca alterações que podem atingir até os filhos dos seus netos!”, enfatiza Dr. Guilhardo. Segundo o médico, apesar dos alertas, ainda hoje 20% das grávidas do mundo fumam durante a gravidez.

O pneumologista garante que quem deixa o cigarro melhora o hálito, o paladar, o aspecto da pele, o desempenho sexual e evita um grande número de doenças e tumores malignos, principalmente do pulmão, além de se tornar uma referência positiva para amigos e familiares, incentivando e motivando outras pessoas.

"Melhor do que parar de fumar é mesmo nem começar", reforça o especialista. “Devemos enfatizar para as novas gerações, as inúmeras vantagens em não fumar, os benefícios, a melhoria na expectativa de vida e o retardo no envelhecimento", completa.

 

Dia Mundial sem Tabaco - A data, celebrada em 31 de maio, teve como principal foco a luta pela aprovação de uma embalagem padronizada para todas as marcas de cigarros, que seja adotada mundialmente, e que tenha como principal objetivo não ser atrativa, sobretudo para o público jovem. “A campanha que está sendo empreendida pela Organização Mundial de Saúde – OMS - pretende que as novas embalagens do cigarro não destaquem as marcas dos fabricantes, não tenham cor, mostrem exclusivamente os malefícios do cigarro e sejam iguais em todos os países”, explica Dr. Guilhardo.

“O objetivo é tornar as embalagens genéricas e sem atrativos”, diz o médico que pontua uma série de exemplos em que a indústria do cigarro consegue se reinventar e assim se reintroduzir na vida das pessoas. “Há os cigarros com sabor, os que prometem ser diet ou light, os cigarros eletrônicos e o narguilé, estes últimos usados largamente e livremente por jovens em festas, em bares, sem qualquer controle”. Para o pneumologista não existe cigarro diet ou light e todos esses produtos são prejudiciais na mesma proporção dos cigarros comuns, com o agravante de que a fiscalização sobre eles é quase inexistente e a maioria chega ao Brasil através do contrabando, o que favorece a introdução de substâncias ainda mais tóxicas e viciantes.

Produção 27/05/16 - Cely